EX-PREFEITO DE MARABÁ É PRESO EM BRASÍLIA NA “OPERAÇÃO PARTIALIS” SEIS PRISÕES JÁ FORAM CUMPRIDAS – VEJA FOTOS - JORNAL FOLHA DO PARÁ

EXTRA

JORNAL FOLHA DO PARÁ

MAIS DE 17 MILHÕES DE ACESSOS

ANUNCIE AQUI NESTE ESPAÇO ESPECIAL - MAIS DE 22 MIL ACESSOS POR DIA - "AQUI JESUS ABENÇOA"

test banner

Post Top Ad

Responsive Ads Here

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

EX-PREFEITO DE MARABÁ É PRESO EM BRASÍLIA NA “OPERAÇÃO PARTIALIS” SEIS PRISÕES JÁ FORAM CUMPRIDAS – VEJA FOTOS


De acordo com levantamentos preliminares os valores desviados dos cofres públicos podem chegar seguramente a mais de R$ 2 milhões. 

OPERAÇÃO PARTIALIS: SALAME MOVIMENTAVA 3,2 VEZES MAIS QUE O DECLARADO À RF



Saiba quem são as outras pessoas que tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal juntamente com João Salame, que foi demitido hoje do Ministério da Saúde

http://www.folhadopara.com/2018/09/lua-bella-apresenta-50-tons-de-prazer.html
 

A Operação Partialis, realizada pela Polícia Federal, ontem, quinta-feira, dia 18, em Marabá, Altamira e Brasília, causou grande repercussão regional e foi alvo de reportagens nos dois principais telejornais da Rede Globo: Jornal Hoje e Jornal Nacional.



Na operação, foram presos o ex-prefeito de Marabá e atual diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, João Salame Neto; o presidente nacional e fundador do PROS, Eurípedes Gomes de Macedo Júnior; o ex-chefe de Gabinete de Salame, Washington Rodrigues da Costa e sua esposa, Emmanuelly Magally Gomes Mendes; o assessor e motorista do ex-prefeito de Marabá, José do Espírito Santo; Josimar Eneas da Costa, o Eletro, que já estava preso no Crama; e o casal Paulo Roberto Batista de Souza e Claudiana Alves da Cruz, sócios da empresa Alta Empreendimentos Turísticos Ltda.



A ordem de prisão de João Salame Neto aponta que ele “nunca se preocupou, enquanto gestor municipal, de investigar a ilicitude ou não dos contratos firmados com as empresas de Josimar Eneas da Costa”, o Eletro.
Um relatório da Receita Federal indica que a movimentação financeira de João Salame era 3,2 vezes maior que o lastro financeiro declarado. “Justifica a decretação da prisão preventiva, sobretudo a atuação já verificada dos investigados João Salame, Josimar Eneas da Costa, Washington Rodrigues da Costa e José do Espírito Santo quem, mesmo quando investigados pelo Ministério Público Estadual, realizavam encontros furtivos em seus automóveis que circulavam pela cidade para não serem vistos por ninguém; forjavam provas para sustentar versões criadas para atrapalhar as investigações”, diz a decisão judicial assinada pelo juiz Heitor Moura Gomes, da 2ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal em Marabá.



Segundo o magistrado, o poderio econômico indica que Salame facilmente poderia ocultar e dissimular provas eventualmente existentes, acertar depoimento de outros investigados e testemunhas, tudo para influenciar negativamente nas investigações, “análise que não se faz com meras suposições, mas em prática já adotada quando, por exemplo, foi investigado pelo Ministério Público Estadual”.

Ao decretar a prisão de João Salame, o juiz da 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Marabá  sustentou que “o investigado em questão possui relevante cargo público no Ministério da Saúde, conforme indicam as investigações, havendo sérios riscos que, seguindo o mesmo modo de atuar por anos na qualidade de gestor municipal de Marabá, possa continuar a prática dos ilícitos, agora em órgão público federal ligado ao Ministério da Saúde”.
PATROCINADOR OFICIAL FOLHA DO PARÁ

MAIS GRANA APÓS O MANDATO

A decretação da prisão preventiva de Salame revelou, também, que mesmo após o encerramento de seu mandato como prefeito de Marabá, em dezembro de 2016, José do Espírito Santo teria sacado R$ 300.000,00 das contas de empresas que tinham contrato com a Prefeitura de Marabá.
“A alguns dos crimes dolosos, diga-se de passagem, imputados ao investigado em questão, possuem pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos, restando presentes também uma das hipóteses do artigo 313 do Código Penal Brasileiro, que versa sobre “inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano”.
 


Josimar Eneas da Costa, o Eletro, é acusado de pagar propina aos operadores de João Salame Neto, valores esses que saíam diretamente das contas de suas empresas, a WJE da Costa e Companhia Ltda e Oxipar Oxigênio do Pará.
Suas contas eram abastecidas com verbas públicas federais destinadas à área de saúde e obtidas mediante contratos superfaturados para aquisição de gases medicinais pela Prefeitura de Marabá. “Teve participação decisiva na aquisição da aeronave prefixo PT-VQW com verbas públicas federais, ocultando o proprietário de fato, João Salame Neto”, diz o magistrado.
 


Relatórios da Receita Federal indicam a movimentação financeira em suas contas bancárias era 4,6 vezes maior que seu lastro financeiro declarado.
Paulo Roberto Batista de Souza foi preso em Altamira. Ele é sócio administrador da empresa Alta Empreendimentos Turísticos Ltda, é acusado de ter simulado a compra e venda do avião PT-VQW com Josimar Eneas da Costa, mesmo sabendo que o real comprador seria João Salame Neto, e que este estaria desviando recursos federais.
 



Claudiana Alves da Cruz, esposa de Paulo Roberto, recebeu as mesmas acusações do marido. O casal, segundo a decisão judicial que determinou a prisão de ambos, mantinha amplo contato com os operadores de João Salame e com o próprio ex-prefeito, em período anterior à compra da aeronave.
Dados da Receita Federal indicam que o crescimento patrimonial de ambos no período apontado praticamente dobrou e, além disso, a movimentação financeira sem origem ou não declarada gira em torno de R$ 3,6 milhões.




O juiz Heitor Moura justificou a decisão pela prisão temporária de Paulo Roberto e Claudiana pela imprescindibilidade para as investigações do inquérito, ainda mais quando se considera a possível participação no crime de associação criminosa e o eventual cometimento de crime de falsidade ideológica, participação no crime de desvio de rendas públicas, ou ainda em crimes contra a ordem tributária.
“A prisão pode auxiliar no desvendamento de provas outras e de outros envolvidos, enquanto que, caso em liberdade, possivelmente poderiam tentar ocultar ou destruir provas eventualmente existentes e relacionadas, e em especial, a negociação envolvendo a aeronave de prefixo PT-VQW”.
Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, presidente e fundador do PROS (Partido Republicano da Ordem Social), teria simulado, em uma segunda ocasião, a compra do avião da Alta Empreendimentos, com a intervenção de Eletro e João Salame.


 
As investigações indicam que a compra do avião junto à empresa Alta Empreendimentos aconteceu com a intervenção de Josimar Eneas da Costa e João Salame. Já a suposta devolução da aeronave por Eletro para a empresa Alta Empreendimentos por não conseguir arcar com o restante do pagamento se mostrou inverídico, pois possuía em sua conta bancária R$ 2.000.000,00.
O suposto negócio jurídico entre o PROS e a Alta Empreendimentos, após o não pagamento por Josimar Eneas da Costa e por ele intermediada, nunca chegou a existir, senão mera simulação para dar ares de legalidade à aquisição do bem após denúncias contra João Salame e o próprio PROS.
Até a noite Eurípedes Júnior estava foragido da Justiça, embora tenha prometido às autoridades que se entregaria.
DESVIO MUITO MAIOR
Ao autorizar a prisão dos investigados, o juiz Heitor Moura observa que as investigações realizadas pela Polícia Federal são referentes apenas a verbas públicas federais, mas há indícios de que muitos outros contratos mantidos pela Prefeitura de Marabá com empresas e empresários da cidade foram ilegais e que muitos valores voltaram ao ex-prefeito e a seu partido político em forma de doações eleitorais. “Há sim estreita relação entre João Salame Neto e Eurípedes Gomes de Macedo Junior, havendo razões para fazer crer que este último estivesse associado ao primeiro e aos demais investigados para o cometimento dos crimes aqui mencionados”.
Também foram presos na operação o então chefe de Gabinete de Salame, Washington Rodrigues da Costa, e sua esposa, Emmanuelly Magally Gomes Mendes, que residem na Folha 25. Os advogados dela entraram com pedido de prisão domiciliar na Justiça Federal, justificando que tem dois filhos gêmeos menores de dois anos de idade, os quais carecem de seus cuidados permanentemente.

O delegado Ricardo Viana de Sousa informou, na entrevista coletiva, que a Polícia Federal identificou indícios de desvios de recursos públicos estaduais e municipais, que não cabe à PF investigar. Essas informações deverão ser encaminhadas para o Ministério Público Estadual, que vai dar prosseguimento às investigações.
O Diário Oficial da União desta sexta-feira, 19, publica a exoneração de João Salame Neto do cargo de diretor de Atenção Básica do Ministério da Saúde.
Por Ulisses Pompeu – de Marabá>https://www.zedudu.com.br/operacao-partialis-salame-movimentava-32-vezes-mais-que-o-declarado-a-rf/
================================================================================
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Top Ad

Responsive Ads Here