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sexta-feira, 30 de março de 2018

O PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE MARABÁ – ACIM, DIZ QUE SEM COESÃO POLÍTICA O PARÁ CONTINUA “CARANGUEJANDO”

A declaração foi feita a propósito da instalação de uma siderúrgica chinesa no Maranhão, enquanto o Pará estancou apenas na condição de fornecedor de matéria prima

Presidente da Acim -- Ítalo Ipojucan Costa

 
O anúncio de que a multinacional China Brazil New Energy Environment International Investment (CBSteel) pretende começar, ainda no segundo semestre deste ano, a construção de uma indústria siderúrgica em Bacabeira (MA), cidade distante 53,5 km de São Luís, deixou mais uma vez em alerta o setor produtivo do Pará, sobretudo desta região.
É que, o Estado, de onde vai sair a matéria prima para mais esse empreendimento, continua marcando passo em seu projeto de verticalização mineral, sobretudo a região de Marabá, cujo meio empresarial trava uma luta contínua para mudar o quadro atual, em busca de empreendimentos que gerem emprego e renda.
Para falar sobre o assunto, o presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, a fim de saber a opinião do setor produtivo sobre mais esse megainvestimento que aporta no Estado vizinho.

Ítalo reconhece que se trata de uma planta de musculatura invejável, como investimento anunciado da ordem de 8 bilhões de dólares, (aproximadamente R$ 26,56 bilhões), produção de 10 milhões de toneladas de aço e geração de 10 mil empregos.
Favorecimento
“Eu acho que é tudo o que o Pará queria. Mas, em verdade, é um empreendimento cuja discussão começou há cerca de três anos, quando uma missão chinesa, visitando a Presidência da República, assinou vários protocolos de intenção, de investimentos em diversos segmentos no Brasil”, explica Ipojucan.

Segundo ele, o que na época facilitou a ida da CBSteel para o Maranhão hoje foram as ligações políticas da então presidente Dilma Rousseff com aquele Estado, por conta de ministérios estratégicos nas mãos de políticos maranhenses na ocasião. “Creio que isso favoreceu a primeira linha de discussão com o Maranhão para, levar essa siderúrgica para lá”, afirma o presidente da Acim.
Outro componente importante – avalia Ítalo – é a logística da linha férrea, que dá condições de competitividade para projetos de grande envergadura, do setor siderúrgico, que em geral acontecem na base de produção, a mina, ou na ponta, o porto.

Frustração
“Então, é mais um quesito que favoreceu o Maranhão: ter uma linha férrea pronta com condição de dar vazão à produção com competitividade, com precificação diferenciada para o produto a ser transformado na planta chinesa”, afirma ele.
Para Ítalo o que deixa o empreendedor local frustrado é que o Pará, como o detentor das minas, onde tudo começa, não capitalizou e luta até hoje para agregar valor dentro da cadeia produtiva do minério de ferro. “É natural que lá atrás tudo tenha começado por conta de correntes políticas que definiram a ferrovia para desembocar em São Luís e isso faz um diferencial.
O que eu quero crer é que esse empreendimento não liquida com as pretensões do Pará”, reflete o presidente da Acim.
Ele explica que o empreendimento da chinesa CBSteel é voltado para a exportação, já discussão em âmbito local passa pela construção de uma planta vocacionada para produtos com mercado doméstico, interno, notadamente, para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Mero produtor
“É essa a defesa técnica que eu tenho presenciado. O trabalho que tem sido executado dentro das linhas de governo, o qual, particularmente, acompanhei desde 2015, e tenho visto as complicações que ele enfrentou naturalmente, nos últimos desfechos desse processo”, destaca Ítalo Ipojucan.
Ele diz acreditar, porém, que, para que o Pará dê o tão esperado salto de crescimento e saia do estágio de mero produtor de matéria prima “é necessário que a classe política do Estado assuma um compromisso de fato, abandone as bandeiras partidárias, desça dos palanques e entenda que o Estado precisa sim alcançar um nível de desenvolvimento”.
Ítalo citou como exemplos Pernambuco, com o Porto de Suape, e o Ceará, com o Porto de Pecém, dois polos empresariais de primeira grandeza, com atração de empresas, estruturas de secretarias e de agências de desenvolvimento, que captam empreendedores no mundo inteiro.

Exemplos
“Mas, para que isso acontecesse, uma significativa força empresarial e política conduziram esses dois estados de forma que capturassem essas oportunidades e os transformassem. São estados que não detêm 10% da riqueza do Pará, mas possuem altíssimo nível de desenvolvimento”, atesta.
http://www.folhadopara.com/p/blog-page_42.html
“E esse potencial o Pará tem. Temos hoje o Porto de Barcarena, que, se bem trabalhado e se tivermos capacidade de implementar carga, certamente tem tudo para  ser o porto mais importante do Brasil”, avalia Ipojucan, afirmando mais uma vez que, o que falta no Pará, é uma força-tarefa, de compromisso pelo Estado, em que todos os políticos que estão desempenhando seu mandato, tenham a atitude deixar as diferenças políticas de lado e caminhar na mesma direção, “porque as oportunidades têm janela temporal e essa é uma que se fechou”.

Projeto maior
Na opinião de Ítalo, o empreendimento da CBSteel no Maranhão demonstra claramente ao Pará que faltou atitude, faltou coesão de propósitos em que as diferenças fossem deixadas de lado.

“Isso me preocupa porque não fecha totalmente as portas do Pará para ainda empreender ainda em uma, mas inibe bastante um empreendedor de vir para esta região, sabendo que tem uma estrutura da CBSteel, com 10 milhões de toneladas produzindo no Maranhão”.
Por fim, o presidente da Acim lembra que temos dois ramais logísticos sendo debatidos hoje no Estado do Pará, que são a condição futura para o Estado, crescer, se desenvolver ou continuar estagnado exportando matéria prima: a hidrovia e a Ferrovia Paraense.
“São os dois que estão em discussão. Então, eu vejo que o Estado do Pará tem todo potencial, mas, vamos continuar ‘caranguejando’ se destoarmos ou deixando destoar o foco que deveria existir, de coesão política, em função de um projeto maior que se chama Estado do Pará”, encerra o presidente da Acim.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
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