ANUNCIADO JULGAMENTO DE ACUSADO DE MATAR EX - Folha do Pará Online

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sábado, 10 de março de 2018

ANUNCIADO JULGAMENTO DE ACUSADO DE MATAR EX


Márcio Bazílio foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará por homicídio qualificado pela utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, por motivo fútil e emprego de meio cruel,
Exatamente cinco meses após a morte brutal de Eliane de Souza Jorge, o juiz Marabá/PA, o juiz Alexandre Hiroshi Arakaki, titular da 3ª Vara Criminal e presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Marabá, pronunciou o ex-companheiro dela, Márcio Bazílio Furtado Rocha, que irá sentar no banco dos réus para ser julgado pelo crime. A decisão é do dia 20 de fevereiro, mas foi publicada na edição desta sexta-feira (9) do Diário Oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

O caso em questão teve grande repercussão em Marabá e mobilizou protestos contra a violência de gênero. Márcio Bazílio foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará por homicídio qualificado pela utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, por motivo fútil e emprego de meio cruel, prevalecendo da condição do sexo feminino e das relações familiares. Além disso, ele irá responder cumulativamente pelo crime de ocultação do cadáver.

Consta na denúncia que os dois viveram juntos por 21 anos e tiveram quatro filhos. Na tarde do dia 20 de setembro do ano passado, segundo as investigações, ele encontrou a vítima no local de trabalho dela e, juntos, eles seguiram até um mote. Após uma discussão sobre os filhos, Eliane foi tomar banho, enquanto o acusado foi até o carro, armou-se com uma faca, seguiu até o box do banheiro e desferiu um golpe próximo do pescoço da ex, enquanto ela estava de costas.

Em seguida, acrescenta a acusação, ambos travaram luta corporal e Eliane conseguiu jogar a faca pela janela do quarto, pedindo para que Márcio Bazílio a levasse ao hospital. O homem então a levou até a cama, vestiu, lavou o banheiro e colocou a mulher no banco de trás do carro, ainda viva e consciente.

No caminho, entretanto, Eliane percebeu que não estava sendo levada para o hospital e se jogou do veículo. O acusado então parou o carro, desceu e a asfixiou com as mãos e utilizando um pedaço de cipó. Eliane morreu e o corpo dela foi arrastado para um local mais afastado. Em seguida, ele entrou novamente no carro e retornou para o centro urbano de Marabá, mas perdeu o controle do veículo, sofrendo um acidente, sendo socorrido e hospitalizado.

Os familiares da vítima, ao sentirem falta de Eliane, a procuraram e encontraram pertences dela no carro de Márcio Bazílio. Ao ser questionado pela Polícia Civil, ele acabou confessando a morte dela, indicando o local onde escondeu o corpo na tarde seguinte, dia 21. Ele foi preso e encaminhado ao Centro de Triagem Masculino de Marabá.

Durante a instrução processual, uma testemunha informou que o casal estava separado há sete anos, mas mantinha contato em decorrência dos filhos. Ela afirmou, ainda, que em determinada ocasião viu a vítima de olho roxo e esta disse que havia sido agredida e estrangulada pelo ex, mas que não iria denunciá-lo por ter recebido ameaças. Informou, também, ter visto em outra ocasião o homem apontando uma arma para Eliane. A vítima teria batido na mão dele e um tiro chegou a ser efetuado, atingindo a parede. Outra testemunha informou que o casamento sempre foi conturbado porque o homem “morria de ciúmes” de Eliane e se separaram inúmeras vezes.

O magistrado ainda não marcou a data do júri e manteve a decretação de prisão preventiva do acusado, afirmando ser necessária a custódia cautelar para a manutenção da ordem pública diante de crime de grande repercussão, considerando a gravidade e periculosidade das condutas apresentadas, ainda em apuração.

Saiba Mais

Procurados, os advogados que atuam na defesa do réu, Marcel Afonso e Wandergleisson Fernandes, encaminharam nota à Redação, na qual afirmam que irão “recorrer da sentença de pronúncia, haja vista que houve excesso de linguagem nos termos da decisão interlocutória, fato este que por óbvio prejudicaria a atuação da defesa na atuação em plenário do júri, uma vez que os jurados têm acesso a mesma”.

(Luciana Marschall)
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